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Arquivo de julho, 2008

Problema: aMSN não conecta

aMSN logoHoje em dia o MSN é a principal ferramenta de comunicação “não-nerd” que possuímos. Todo tipo de pessoa (que mantém algum contato com a internet) conhece ou utiliza este serviço de comunicação instantânea que substituiu o saudoso ICQ.

Vamos parar de enrolação e ir direto ao ponto.

Nos últimos dias os usuários do MSN da Microsoft devem ter notado certa instabilidade no serviço de comunicação. Já os usuários de Linux utilizam clientes alternativos. Eu por exemplo utilizo o aMSN e este cara aí estava me negando o acesso aos meus queridos contatos e me exibia a cada tentativa de acesso a seguinte mensagem “Erro Interno do Servidor“.

Resolvi aproveitar a chance e dar um tempo com o MSN, achei que podia ser alguma manutenção e que o pessoal da MS iria parar com a piadinha. Atualizei meu aMSN para a última versão do SVN e nada. Pesquisa aqui, pesquisa ali e descobri que a MS está desativando o suporte a alguns protocolos mais antigos do MSN e, por essa causa o meu querido aMSN não estava conectando.

Em momentos de dificuldade nós percebemos o quão grande e maravilhoso é o Software Livre. Pesquisei mais um pouquinho e descobri que com um simples comando meus problemas estariam resolvidos. Vou lhes fornecer a chave para este mistério.

Abra seu aMSN, pressione as teclas Ctrl+Shitf+C. Um console irá se abrir como mágica. Agora só precisamos digitar a palavra mágica no console mágico…

config::setKey protocol 11

Pronto! é só conectar…

Claro, eu não me contentei com isso e resolvi fuçar mais um pouquinho. Atualmente o MSN utiliza o protocolo v15, ou seja, o 11 é meio velhinho né? mas o 15 dá o maldito erro no aMSN… 14? erro.. 13? erro… 12? opa! esse funciona !!! e com ele, chegaram também as mensagens offline que eu havia recebido durante o tempo fora… Então ficou assim:

config::setKey protocol 12

Agora você pode voltar a conversar com aquela sua amiga gatinha que comprou uma webcam… ^^

Como configurar o cliente Openvpn no Windows XP

Este artigo é, de certa forma, uma continuação a um outro artigo onde eu explicava como configurar o openvpn para múltiplos clientes. Nos comentários, o pessoal reclamou que não expliquei como configurar o cliente openvpn no windows. Para sanar esta carência, cá estou eu. Então, vamos ao que interessa.

Primeiramente vamos baixar e instalar a última versão do OpenVPN GUI.

O arquivo de configuração é o mesmo que foi passado no outro artigo, porém, este deve ser salvo na pasta C:\Arquivos de Programas\openvpn\config com a extensão .ovpn. O nome do arquivo deve ser igual ao informado no diretório ccd do servidor. Por exemplo, se no diretório do servidor ficou /etc/openvpn/ccd/cliente1, no cliente windows deve ficar C:\Arquivos de Programas\openvpn\config\cliente1.ovpn.

No arquivo de configuração, deve-se alterar a linha dev tun0 para dev tun

Incluir a seguinte linha no arquivo do servidor (/etc/openvpn/ccd/cliente1):
ifconfig IPLOCAL IPREMOTO

Alterar o registro do windows para mudar os parâmetros de inicialização do openvpn-gui em:
hkey_local_machine\software\microsoft\windows\currentversion\run\openvpn-gui
para:
openvpn-gui.exe –connect nomedolocal.ovpn –silent_connection 1 –show_balloon 0

Bom pessoal, basicamente são estas as configurações necessárias para fazer o cliente do openvpn funcionar no windows.

Autoriterrorismo e vigilância, do jeitinho brasileiro

Brasil, 7 de julho de 2008—Pressão de bancos contra fraude on-line, já objeto de lei vigente, tem sido usada como desculpa para impor grandes ameaças à sociedade. Marionetes no Senado Brasileiro estão prestes a aprovar um projeto de lei apoiado por agiotas bancários e de direito autoral em detrimento da liberdade e da privacidade do povo que foram eleitas para representar. O Projeto de Lei 89/2003 criminaliza atividades quotidianas na Internet e deve ser votado no Senado esta semana.
http://fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/2008-07-05-surpresa,-sou-contra
http://www.safernet.org.br/twiki/bin/view/Colaborar/BrazilianCybercrimeBillXCybercrimeConvention (em inglês, sobre um rascunho anterior do projeto de lei)
http://www.petitiononline.com/veto2008/

O projeto de lei introduz vigilância on-line, exigindo que provedores de serviço de rede registrem cada atividade on-line de seus clientes e repassem às autoridades logs e denúncias recebidas de atividades possivelmente ilícitas. A formulação é tão ampla que provedores podem ser pesadamente multados se deixarem de reter, por pelo menos 3 anos, uma cópia de cada pacote que trafegue em sua rede. Ainda mais sérios que os custos e riscos, impostos a provedores de serviço, é o risco à privacidade de usuários, pela garantia de possibilidade de escuta retroativa de cada chamada telefônica VoIP, cada e-mail e mensagem instantânea enviados ou recebidos, cada página web visitada e cada transação on-line.

Ele ainda estabelece pena de prisão para atividades tão amplas como acesso não autorizado a sistemas e redes computacionais e dados neles armazenados. Apesar de ser justificado e promovido por bancos no sentido de impedir criminosos de obter, vender ou destruir informação através de fraude ou exploração de vulnerabilidades, está formulado de maneira tão ambígua que pode ser facilmente abusado por fornecedores de equipamento eletrônico (computadores como servidores, desktops, laptops, consoles de jogos, telefones celulares, câmeras digitais, reprodutores e gravadores de áudio e/ou vídeo, etc) e de informação codificada digitalmente (texto, áudio, vídeo, software, etc).

Abusos podem variar desde ameaças jurídicas até pena de prisão para pessoas que desbloqueiem consoles de jogos ou telefones celulares para instalar software não aprovado pelo fornecedor; que contornem defeitos deliberados em reprodutores ou gravadores de áudio e/ou vídeo para ganhar acesso a suas próprias músicas e filmes neles armazenados; que usem obras cobertas por direito autoral de formas que não infringem direito autoral, mas que autoriterroristas gostariam de proibir.
http://defectivebydesign.org/ (em inglês)
http://drm.info/ (em inglês)

Autoriterrorismo é a prática de (i) enganosamente tachar de propriedade um monopólio limitado oferecido pela sociedade como forma de disponibilizar, após um período de privação originalmente curto, mais obras criativas para todos apreciarem e reutilizarem; (ii) promover a extensão do monopólio e outras leis autoritárias que concedem a autoriterroristas meios técnicos e jurídicos para roubar da sociedade o cumprimento do objetivo do direito autoral; (iii) usar essas medidas técnicas e jurídicas e táticas de intimidação para impedir pessoas de usar obras de formas que caiam fora do escopo ou do período de monopólio; (iv) fazer lavagem cerebral nas pessoas para que acreditem que não têm e não deveriam ter o direito de usar obras dessas formas, que isso de alguma forma prejudicaria os autores (como se autoriterroristas não os prejudicassem) e que isso é o equivalente moral de invadir navios, roubar sua carga e escravizar ou assassinar a tripulação.
http://www.gnu.org/philosophy/not-ipr.xhtml (em inglês e espanhol)
http://fsfla.org/svnwiki/texto/DMCAnada
http://fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/pub/PIFAQ

Mas devemos pensar por um momento sobre quem está invadindo nossos lares, embutindo espiões e policiais em nosso equipamento eletrônico; amarrando-nos as mãos e pondo-nos vendas e mordaças através deste mesmo equipamento, roubando através da força nossos direitos de uso justo e o domínio público; escravizando-nos, garantindo que só possamos fazer o que querem que façamos e matando nosso desejo de lutar por nossos direitos nos enganando para que nos sintamos culpados. Quem são os verdadeiros piratas, e quem está realmente sendo prejudicado?

Projetos de lei que dariam ainda mais poder aos poderosos intermediários autoritários, que exploram autores e aterrorizam a sociedade, parecem não estar em falta ultimamente. Aprovação apressada, evitando o debate público, parece ser uma característica freqüente em tais leis que prejudicam a sociedade.
http://www.defectivebydesign.org/fight-the-canadian-dmca (em inglês)
http://www.digitalmajority.org/forum/t-72379/european-parliament-rushes-towards-soviet-internet (em inglês)
http://www.ip-watch.org/weblog/index.php?p=1117 (em inglês)

Representantes em governos democráticos devem lembrar o que significa democracia, que a lei num estado democrático deve beneficiar a sociedade, e resistir à pressão e ao lobby para conceder a qualquer autoriterrorista ainda mais poder sobre o povo que representam.

Fraude, chantagem, violação de privacidade e de segredos comerciais já são crimes, independentemente de serem cometidos on-line, e não têm impedido bancos brasileiros de alcançar imensos e crescentes lucros.

Vigilância permanente on-line é uma ameaça grande demais à privacidade para ser considerada uma potencial solução para esses crimes, ao invés de um problema em si mesmo, e não há dúvida de que a disponibilidade dessa informação vá ser abusada por autoriterroristas também.

Imploramos aos legisladores de boa fé e outros oficiais de governo que tentem interromper a corrida para aprovação deste terrível projeto de lei, para dar espaço ao debate público e separar os avanços jurídicos necessários das redundâncias e da erosão de direitos dos cidadãos. Também imploramos por ajuda em trazer esta questão urgente à atenção pública, banindo a aparente ordem de silêncio na imprensa nacional e expondo à vergonha pública representantes que se vendam e aprovem como lei essa anti-democrática arma de criminalização em massa.

Sobre a Fundação Software Livre América Latina

A FSFLA uniu-se em 2005 à rede de FSFs, anteriormente formada pelas Free Software Foundations dos Estados Unidos, da Europa e da Índia. Essas organizações irmãs atuam em suas respectivas áreas geográficas no sentido de promover os mesmos ideais de Software Livre e defender as mesmas liberdades para usuários e desenvolvedores de software, agindo localmente mas cooperando globalmente. Para maiores informações sobre a FSFLA e para contribuir com nossos trabalhos, visite nosso sítio em http://www.fsfla.org ou escreva para info@fsfla.org.

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http://www.fsfla.org/svnwiki/anuncio/2008-07-brasil-autoriterrorismo