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Técnicas de Sobrevivência: A Psicologia da Sobrevivência



Quando falamos de sobrevivência, o principal assunto que nos vem em mente é “conhecimento de técnicas de sobrevivência”. Porém este é o menor de todos os problemas para uma pessoa que encontra-se em situação de risco.

Um dos grandes fatores que é sempre citado em livros e manuais, é o fator psicológico. O fato de ter de lidar com situações adversas e inesperadas. Acidentes, mortes ou grandes riscos. É aí que tem inicio os maiores teste de sobrevivência. A sobrevivência emocional e a sobrevivência mental.

Alguns podem dizer que a saúde e o controle mental e emocional de nada servem se você não estiver preparado fisica e tecnicamente. A estes digo que, visualizo maiores possibilidades de sobrevivência a um indivíduo que não detém conhecimentos técnicos, porém consegue lidar com o fato e todos os pesos da situação. Diferente de alguém que possa estar extremamente preparado tecnicamente e não possuim nenhum controle sobre suas emoções.

O primeiro, mesmo sem conhecimentos, conseguiria analizar toda sua situação e as possibilidades e, a partir disso, descobrir as melhores formas para se adaptar e conseguir transpor as dificuldades. Já o segundo indivíduo poderia facilmente entrar em pânico ou choque. O nervosismo e o medo poderiam tomar conta de tal forma que ele não saberia o que fazer. Todo conhecimento técnico seria em vão.

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Técnicas de Sobrevivência: Abrigos Naturais e Barracas



Continuando nossas dicas de Técnicas de Sobrevivência. Hoje vou falar um pouco sobre abrigos naturais.

Abrigos naturais são extremamente úteis, não só em casos de extrema necessidade (sobrevivência), mas também quando se está acampando ou em jornadas (caminhadas) e não se leva barraca. Eles são muito úteis para proteção contra vento, chuva, frio e até mesmo animais.

Uma coisa que eu acho muito legal de se fazer é ir acampar e não levar barraca. Montar o acampamento com o que o local lhe oferece. É uma experiência muito interessante que exercita suas capacidades de observação, análise do local, adaptação e força de vontade.

Um abrigo não precisa ser uma obra de arte. Você não precisa derrubar ou desgalhar árvores para fazer seu abrigo. Geralmente galhos caídos e arbustos pequenos são suficientes para resolver todas necessidades que um abrigo venha a ter.

Nos abrigos mais simples, você precisa de um tronco mais grosso para utilizar como “viga” principal do seu abrigo. Também pode-se construir o abrigo junto a uma encosta, e neste caso, a encosta torna-se esta “viga”. A partir deste ponto central você irá utilizar madeiras mais finas dispostas verticalmente para fazer a base do seu telhado. Depois cubra com folhas, musgos, cascas ou o que o ambiente lhe oferecer.

Para tornar o teto do seu abrigo natural mais resistente à chuva, utilizando folhas grandes, você precisa colocá-las na base de baixo para cima. Como as escamas de um animal, as de cima sobre as de baixo. Assim a água escorre e não penetra no seu abrigo.

Claro que em uma caminhada de dois dias e uma noite, no verão e com o céu estrelado, você não vai gastar um tempo precioso construindo um abrigo natural. Durma ao relento. Garanto que vai adorar a experiência.

Caso você decida acampar sem levar barraca, outra alternativa é um toldo pequeno (3×2 é um bom tamanho. Não menor.). Com ele você pode isolar seu corpo do solo úmido, pode fazer uma cobertura, ou até mesmo utilizar para tornar seu abrigo natural totalmente a prova de chuva.

Nunca durma diretamente em contato com o solo. Ele absorve muito do calor do nosso corpo e isto é extremamente ruim quando se está na mata. Sem contar que sua noite de sono vai por água a baixo, afinal você vai ficar batendo queixo a noite toda ;-)

Procure sempre utilizar algo para isolar seu corpo do contato com o solo. Um ramo de capins, folhas secas ou até mesmo pedras são melhores que dormir diretamente em contato com o solo.

Quando dormir ao relento, sem toldos ou algum tipo de abrigo, tente sempre dormir em algum local que ofereça algum tipo de proteção contra o vento e prepare algum local para proteger sua cabeça. Não estou falando de um capacete. Até mesmo a mochila, colocada de pé formando uma parede acima da sua cabeça, já é uma boa proteção contra eventuais acidentes que podemos não prever.

Claro que não conseguiria explicar aqui todas as possibilidades que existem na construção de abrigos naturais e barracas improvisadas com lona. Sua imaginação e sua capacidade de analisar o ambiente a procura do melhor local para construir seu abrigo e de observar o que a natureza lhe oferece, são os fatores que irão definir a qualidade do seu abrigo.

Claro que eu não deixaria vocês na mão. Estou disponibilizando um PDF com várias dicas de abrigos naturais e barracas que podem ser improvisadas com toldos. Espero que gostem.

Download do Livro Série ao Ar Livre – Abrigos e Barracas

Técnicas de Sobrevivência: Fogo



Hoje vamos iniciar um assunto que me agrada e atrai a algum tempo. Técnicas de Sobrevivência.

Muitos devem pensar que é um tipo de conhecimento inútil, afinal hoje, com toda tecnologia e vivendo em cidades, nunca será necessário empregar tais técnicas para garantir sua sobrevivência. Mas digo que estes conhecimentos não são tão supérfluos. Dominar certas técnicas e deter alguns conhecimentos é muito importante até no seu dia-a-dia, sem levar em conta o fato de que nunca podemos prever um acidente e as situações que ele pode ocorrer.

Para iniciar esta série, vou começar pelo assunto que mais me atrai. Fogo.

Uma coisa tão simples, e até mesmo “banal” hoje em dia, é um dos grandes responsáveis pelo atual estado evolutivo de nossa civilização. Mas vamos partir para o lado útil do fogo em casos de sobrevivência ou excursões na mata.

O fogo é um aliado importante que provém calor, mantém animais afastados, além de nos manter secos e permitir a purificação da água (fervura) e a preparação de alimentos quentes. A capacidade de fazer uma fogueira pode determinar seu tempo de sobrevivência em muitos casos, por isso é sempre bom conhecer diferentes métodos porque nunca sabemos se vamos ter fósforos ou isqueiros disponíveis.

A fogueira

Nunca faça um fogo muito grande, afinal, quanto maior a fogueira, mais combustível ela irá consumir. Se bem feitas e posicionadas, pequenas fogueiras podem ser mais úteis do que uma grande e perigosa fogueira.

Combustível

Nunca comece uma fogueira sem ter certeza que possui recursos suficientes para mantê-la acessa pelo tempo necessário.

Todo tipo de madeira seca e folhas podem ser utilizados. Para saber se a madeira está boa para ser queimada, ouça o barulho que ela faz quando quebra. Se o som for parecido com o de madeira queimando, esta será um bom combustível.

Mas choveu e só tenho madeira molhada… o que eu faço?
Mesmo com a chuva, e algumas vezes mesmo submersa, a parte interna da madeira (em galhos mais grossos ou dentro de árvores mortas) encontra-se seca e ótima para fogo.

Para iniciar o fogo, prepare uma mecha (ou isca) com materiais finos e bem secos, para garantir que seu fogo irá acender facilmente. Raspas de cascas e madeira seca, capim seco, palha de árvores e esterco seco são ótimas opções para sua mecha.

Depois de conseguir a chama, vá alimentando o fogo com madeira muito fina e vá aumentando gradativamente para galhos maiores, assim você vai dando força ao fogo.

Local do Fogo

Sempre limpe bem o local, removendo folhas e qualquer tipo de vegetação ao redor da fogueira. Pedras podem ser utilizadas para delimitar a fogueira, ou mesmo um buraco escavado no solo.

Quando o solo estiver úmido, o ideal é fazer o fogo sobre alguma plataforma (pedras ou madeira mais grossa) para que o solo não sugue o calor e acabe por apagar sua fogueira.

Fumaça

Cuidado com excessos de fumaça.

Ela pode ser útil para manter insetos afastados da sua volta.

Acendendo o Fogo de forma rústica (sem fósforos ou isqueiro)

Antes de se concentrar na sua mecha, você pode preparar a fogueira com alguns galhos bem finos. Eu gosto muito de montar em formato de “pirâmide”, encostando os galhos uns nos outros com os mais finos por baixo e alguns mais grossos por cima. O fogo fica parecendo uma cabana com uma entrada (onde você irá colocar sua mecha em chamas).

Agora vamos para a parte de obtenção do fogo propriamente dita. Existem diversas maneiras de se obter fogo. Algumas mais fáceis, outras mais difíceis, mas com um pouco de prática todas acabam se tornando “menos difíceis” ;-)

Pederneira

Um item que pode ser encontrado em algumas lojas e na internet é a Pederneira (procure no youtube que você vai ver como ela é legal). Através da fricção com metal, ela gera faíscas que, em contato com sua mecha, vai criar a sua brasa que, com sorte, irá iniciar seu fogo.

Lente de Vidro

Lupas e lentes de óculos são ótimas alternativas para acendimento de fogo. Claro, você vai precisar de sol hehehe. É importante salientar que a lente deve ser de vidro. Lentes de plástico não funcionam.

Atrito

Estas são as mais variadas e difíceis formas de acendimento de fogo pois exigem paciência e muito esforço físico que, em alguns casos de sobrevivência, podem ser prejudiciais à pessoa.

Basicamente, você vai utilizar duas madeiras secas que, através do atrito, vão se desgastar. O farelo que é formado, aquece com o calor e se torna uma brasa que será colocada na mecha e trabalhada (com muita paciência) para gerar a chama.

Não pensem que é algo fácil. Até mesmo os mais experientes encontram dificuldades algumas vezes.

Vídeos Ilustrativos

Porque imagens valem mais do que mil palavras ;-)

Técnica de acendimento de fogo utilizando pedra-ferro (basicamente a mesma ideia da pederneira)

Técnica de acendimento de fogo utilizando o método do arco (fricção)

Técnica de acendimento de fogo utilizando fricção com as mãos.

Técnica de acendimento de fogo utilizando fricção com bamboo (ou taquara).

Como brinde, segue um pequeno manual com dicas para obtenção de fogo em casos de sobrevivência.

Bom, por hoje é só. Espero que tenham gostado.